Hoje de manhã saímos de Santa Marta depois de uma bela visita ao Farol, debaixo de sol, decidimos voltar para a Praia do Rosa, onde Laiser se ofereceu para emprestar sua casa pelas próximas duas noites.

Seguimos para norte, exatamente no mesmo percurso feito de bicicleta nos dois dias anteriores.

Mais rápido e menos cansativo, pois a bicicleta está desmontada no porta-malas do carro.

Antes da balsa para Laguna, parada na pescaria local para comprar produtos frescos do dia: uma tainha com peso superior a 2 kg e meio quilo de camarão.

Outros saborosos prazeres, um salgado de caranguejos e outro de camarão, enquanto esperamos pela balsa.

Na travessia para Laguna, da balsa já um golfinho é observado, e em direção ao píer, desta vez com mar mais calmo, mal chegamos e bingo, os golfinhos estão lá! Até vemos um surfando uma onda, primeiro gol do dia emplacado, vem agora o objetivo da baleia.

A temporada da Baleia Franca começou e já houve notícia de sua presença em diferentes lugares ao longo da rota.

Nós vamos ao longo da costa, até a praia do mar bravo, que não é nada bravo hoje e, em seguida, rapidamente um caminho poeirento de terra e areia com as dunas ao lado.

Retorno à BR-101 para Imbituba, chegamos ao mirante com vista para o porto industrial, onde um cara local recomenda continuar para Ibiraquera, onde as baleias foram vistas há pouco.

Outro caminho arenoso, na entrada do vilarejo Monica vê uma placa que indica uma plataforma de observação e se engaja na rua.

Carro estacionado, em direção à praia, já podemos ouvir gritos de alegria, bom sinal! Elas estão lá, acabamos de chegar na pequena plataforma com vista para a praia e vários espécimes nadam na baía. Emoção em sequência! Que show! Aproveitamos a oportunidade por um momento, antes de seguir para a Praia do Rosa.

Hoje à noite no cardápio tem churrasco de tainha acompanhado dos restos de arroz com legumes que acabamos por comer enquanto esperamos pelo peixe que é tão desejado, mas lento por causa da profundidade da churrasqueira.

No final, é um mal para o bem porque o resultado é saboroso, o peixe teve um gostinho de fumaça, o fogo reativado para impulsionar o final do cozimento fez sua pele crocante.

Esta é a primeira tainha para Monica, nossas papilas gustativas estão animadas.

De manhã cedo, grande sol e céu azul, em direção à praia do Rosa para seguir a trilha em direção à Praia Vermelha, ao longo da baía e depois na encosta com vista para o mar e surfistas que estão lutando para pegar uma onda . O vento está frio na colina, um olho no mar, mas não há baleia, do outro lado a praia está deserta, exceto três jovens que acampam de um lado da baía. Do outro lado, relaxamos nas rochas, a água é um pouco fria, mas sempre vale entrar para carregar energia. Falando de energias, outras mais tórridas começam a fluir no ar, e embora este seja um crime no Brasil, aproveitamos o momento, sentindo uma excitação particular, escondidos pela vegetação perto de uma fonte de água doce.

Crime da carne consumido, encontramos os 3 jovens campistas e passamos um momento em sua companhia antes de retornar à praia do Rosa e depois encontrar um lugar para o almoço. No menu do dia, tainha, mas longe dos maravilhosos sabores do dia anterior.

No final do dia, seguimos para o sul da Praia do Rosa para aproveitar os últimos raios de sol pois é a hora de ouro.

À noite Moqueca de tainha e camarão com uma batida de coco, a noite leva saborosos aromas da Bahia.

No dia seguinte, direção a Lauro Müller mas na estrada percebo que esqueci minha jaqueta na pousada de Santa Marta, fazemos um desvio, retorno ao ponto de encontro da viagem motorizada. Chegando lá nos encontramos com uma família francesa extremamente simpática que nos convida para um café, os pais são velhos aventureiros que rodaram a planeta desde o final dos anos 60, antes de se instalarem em uma fazenda no Paraguai. saíram há alguns anos por razões de segurança e vieram morar no Brasil.

Ainda há um pedaço de estrada até Orleans, lá as montanhas estão chamando.

A temperatura cai à medida que ganhamos altitude, começa a friaca. Os hotéis são caros na área, continuamos em direção à serra, na entrada da localidade de Guatá, uma pousada, Mônica me deixa ir conversando, é sempre mais fácil negociar contando minha aventura .

Bruno, o dono, que também pedala, acaba me fazendo um bom preço para um quarto duplo, mas especialmente o jantar é imenso, digno de Gargantua, pratos de todos os lados, é impossível para nós terminarmos com tudo.

 

Na manhã seguinte eu volto à bicicleta e começo a girar as pernas, o Rio do Rastro está à minha frente, vertical e verde até o cume, é um lindo dia para subir, céu azul, temperatura fria. Quanto mais eu engulo os quilômetros e mais a inclinação aumenta, as rochas em ângulo reto mostram estrias paralelas esculpidas pelas chuvas e a rota vai serpenteando, as curvas estão ligadas, os pontos de vista e os mirantes também.

Hoje até tenho o luxo de apoio logístico e cinegrafista, já que Monica sobe de carro.

Quanto mais subo, mais o vento aumenta, muito frio, mas com o esforço da subida não preciso do quebra-vento, para não suar muito, e tenho que dizer que sem as cargas fica muito mais fácil.

Durante a subida encontro outro ciclista que sobe, Monica costuma estacionar o veículo e esperar por mim para uma foto ou um vídeo de souvenir aproveitando a paisagem e também se expondo ao vento gelado.

Do alto você pode admirar uma boa parte da estrada, há também diferentes canyons que estão nas proximidades, mas a maioria deles está em terras privadas e o acesso é precificado. Entramos de penetra, deixando o carro ao lado de uma estrada de terra e escondendo a bicicleta dentro. Entramos numa propriedade para dar um passeio ao longo do canion vertiginoso. De volta ao carro, remonto a magrela.

É hora de descer a bela estrada sinuosa e me dar o prazer de ultrapassar filas de carros desacelerados pelos motoristas inexperientes nas montanhas.

A estrada é limitada a 40km/h, mas eu excedo fácil os 60km/h, chego ao pé da serra antes de Monica e compartilho uma cerveja com os caras locais, incluindo o campeão local de mountain bike.

Finalmente, no dia seguinte, decidimos descer até a costa, passando no caminho pela represa de São Bento, vilarejo engolido pelas águas, apenas a torre de igreja sobrevive sob a superficie.

Chegando na costa, nós dirigimos ao longo das dunas em uma estrada esburacada para Balneario Gaivota e, em seguida, encontramos uma base à beira da lagoa de Fora para preparar o almoço-jantar. O lugar é ideal, há mesa, bancos, balanço, água para limpar os pratos e árvores para pendurar a rede.

Instalação da cozinha portátil e demonstração de master chef camping. As crianças da vizinhança se juntam ao piquenique.

A primeira ideia é montar a barraca aqui, mas a proximidade da estrada e a exposição aos olhos de todos não nos convencem realmente. A decisão é tomada antes que a escuridão se instale para encontrar outro lugar mais adequado para o acampamento selvagem desta noite.

Nada, já está escuro e não encontramos nenhum lugar, apesar de voltarmos para a lagoa, mas de repente, do lado da estrada, a algumas centenas de metros, vejo o estádio municipal com uma floresta de eucaliptos atrás. Vamos dar uma olhada, é validado, instalação de tenda na floresta, à luz da lâmpada de acampamento, atrás das arquibancadas do estádio, é a primeira noite de acampamento selvagem para Monica. Está frio e eu não tenho certeza se ela está devidamente equipada, então ela empilha camadas, usando minhas meias e camisas de inverno, chapéus e jaqueta. A primeira noite na tenda nunca é o auge do conforto e nem de sono profundo. Boa noite, vamos dormir um pouco ...

Acabamos de entrar na barraca e já passa um bicho do lado, provavelmente um cachorro.

Acordei de madrugada, a tela da tenda está molhada, Monica prepara um café enquanto eu dobro as telas e voltamos para a lagoa para o piquenique de café da manhã, só para aproveitar o sol, se aquecer e fazer secar tudo antes de voltarmos à estrada.

Os espectadores da área e os vizinhos nos recebem muito bem, perguntando se nós dormimos bem, eles pensam visivelmente que acampamos lá durante a noite.

Café da manhã, mistura de frutas com aveia, canela, mel e chia shells, ovos mexidos e queijo derretido em pães franceses que têm apenas o nome de francês.

Tudo seco, piquenique acabado, acampamento levado.

 

Chegamos a Torres, cidade conhecida por suas famosas falésias costeiras, os últimos relevos diante de centenas de quilômetros de praia e dunas ao longo da costa do Rio Grande do Sul. Hoje à noite um quarto de hotel para desfrutar de um bom banho quente. Localizado via Air BnB, uma das fotos de apresentação dá uma indicação da localização e vamos lá diretamente, pulando assim a comissão do site de reservas.

Instalação, em seguida, andamos ao longo das falésias, escadas foram instaladas em lugares diferentes que nos permite ir pelas paredes verticais prestando atenção à maré e às ondas.

Em toda parte, no sopé ou no topo das falésias, o espetáculo dos pescadores de corda bamba, cujo fio de nylon inclui várias iscas, mergulha diagonalmente em direção ao oceano, dezenas de metros abaixo. Ao sul, Torres oferece duas outras falésias com vista para a praia.

Uma centena de escadas para escalar o maior e eu prometo voltar amanhã para escalar o menor.

Na manhã seguinte, voltamos para as falésias para sentir o lugar novamente com um brilho diferente. Hoje os pescadores estão na veia, saem "pampos" a cada momento, que apanham com isca viva, pequenos moluscos chamados "tatuira".

Passagem pela praia ao sul para subir o penhasco, o acesso é ligeiramente barrado por um arame farpado, mas eu passo por cima. Chegando ao topo dois urubus olham para mim: o que você está fazendo aqui? Aproveito o ponto de vista único e exclusivo antes de descer e encontrar Mônica que desce do outro penhasco.

Na volta para o carro paramos num pescador para comprar o nosso almoço, um quilo de "pampos" ainda vivos.

 

Duas horas depois já estamos na Praia Grande, porta de entrada para os cânions que dividem os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O escritório de turismo nos fala de algumas atividades para os próximos dias e indica o acampamento municipal à beira do rio para preparar nosso piquenique do dia.

Há churrasqueiras, mas não há grelha, vamos ter que cozinhar peixe na minha pequena frigideira de 10cm de diâmetro. Há madeira em abundância, então usamos o fogão a lenha.

Enquanto Monica pega madeira e prepara o acompanhamento no fogão a álcool, eu tento puxar os filé de peixes, não é facil, mas ganho destreza a cada peixe que passa por minhas mãos.

Devido ao tamanho da panela, só é possível cozinhar um filé de cada vez, dos quatro peixes.

Cozinhar com um fogão a lenha requer um pouco mais de tempo e trabalho, é um pouco mais confuso e com cheiro, mas no final os peixes são muito bons.

É hora de arrumar o piquenique e procurar o deck de observação do vale que o escritório de turismo nos contou. Leva tempo para encontrá-lo, mas lá em cima, empoleirado na colina acima da caverna dedicada à santa negra, Nossa Senhora Aparecida, começamos a ter um vislumbre das paisagens que nos esperam nos próximos dias.